sábado, 23 de junho de 2007

Soneto de Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encantoDele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive)
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes

3 comentários:

Anônimo disse...

porque esse soneto é lindo!

Paulinho Mesquita disse...

Eu queria ser Vinícius...

Paulinho Mesquita disse...

AuhauHAUHAuAHuAHauhaUahuaH
Ganhou um fã novo Cuuu!!
Pede uma camiseta personalizada pra ele... auehauhaeuhaeuhaeueh